18 coisas que as pessoas emocionalmente inteligentes fazem

Ah, como adoramos o Pinterest. Com todas aquelas receitas caseiras para a pele, ideias incríveis de looks, dicas de treinos em casa e, é claro, as inspirações. Tenho um painel só de frases/textos motivacionais, porque tem vezes que preciso.

Um desses textos me chamou a atenção (o título dele é o título do post) e eu resolvi, numa tradução livre, trazer essa dica: 18 coisas que as pessoas emocionalmente inteligentes (ou fortes) fazem. Também adicionei minhas opiniões pessoais dentro de parênteses e espero que não se incomodem em ler!

Leia mais »

Não seja boazinha

Não seja boazinha. Ser boazinha exige muito esforço e retorna pouco ou nada. Não é um bom investimento.

Uma pessoa boazinha tem a intenção apenas de agradar, ou melhor, de que as outras pessoas a vejam com bons olhos. Não, ela não faz isso por falsidade ou manipulação. Ela realmente se preocupa com a forma como é vista e com os relacionamentos que possui.

Seja com o namorado.

Seja com a tia.

Seja com o porteiro.

Ela não quer ninguém zangado com ela – ou olhando de cara feia. Na internet, a boazinha nunca fica sem responder ninguém que fala com ela – a menos que seja um desafeto, Deus me livre! – e tem a necessidade de ficar checando o celular pra ver se não está deixando ninguém no vácuo trocando mensagens.

Ela vai além de dizer bom dia a todos: se alguém a pede um favor, mesmo que essa pessoa seja apenas uma conhecida, ela vai lá e faz. No tempo dela? Não. No tempo de quem pediu. Parece absurdo, eu sei, mas o que a pessoa que pediu ajuda vai pensar se ela demorar mais de meia hora pra ajudar? Não, melhor fazer na hora.

Toda essa prestatividade tem um preço muito elevado. Sabe por quê? Quem se esforça demais quase nunca terá o retorno que espera. Porque a pessoa boazinha acha lógico que, se ajudar alguém – e rápido – a pessoa se desdobrará em mil agradecimentos e as duas serão amigas. Mas a pessoa diz “obrigado”, quando muito, e vai embora.

Isso leva a outra consequência: a frustração. Como ela não recebeu o retorno que merecia, se frustra. E, com a frustração, vem o questionamento: “O que estou fazendo de errado? Não sou boa o suficiente?” e a partir daí ela tenta fazer mais e mais. Se doar mais. Ser melhor ainda. VIRAR CAPACHO.

Ora, é da natureza humana valorizar o que vem difícil e desvalorizar o que vem fácil.

Num exemplo prático, nossa garota boazinha mexe com internet, já editou umas fotos no Photoshop mas só. Um conhecido da escola pede um favor (ele não quer explorá-la, mas ouviu dizer que ela é boa com Photoshop). Pede que ela faça uma montagem numa foto dele e arrume seus dentes. A garota nunca mexeu com isso. Ela não sabe fazer isso.

Você é boazinha? Se você respondesse a ele “é claro, vamos ver o que eu consigo”, sim, você é. Se respondesse “eu não sei mexer no Photoshop desse jeito não, o máximo que eu faço é melhorar as cores da foto”, ou algo mais seco, do tipo “não posso te ajudar”, provavelmente não, você não é.

Mas a boazinha, após se prontificar a ajudá-lo, vai chegar em casa, ignorar seus afazeres, ligar o computador e pesquisar tutoriais para fazer o que seu conhecido pediu (note a palavra conhecido. Não é nem um amigo querido). Depois de horas tentando aprender, ela conserta a foto dele e quase morre de apreensão sobre o resultado. Já falei que essas pessoas são inseguras? Ela atrasa suas atividades normais, manda por e-mail a foto ao cara que responde apenas “vlw”. Sim, abreviado mesmo, pra facada ser maior.

No outro dia ele nem olha na cara dela na escola – ou, no máximo, sorri e acena, como os pinguins de Madagascar.

Agora reflita: ela teve esse trabalho todo de graça, por alguém que nem era amigo dela, pra receber uma recompensa tão ridícula como essa? (Não vamos generalizar. Se alguém fizesse algo assim por mim eu seria imensamente grata, justamente porque me encaixo – ou pelo menos me encaixava – no perfil de boazinha.)

Se nossa personagem tivesse dito que nunca fez montagens mas ia tentar, demorasse uns dias e aí sim fizesse alguma coisa na foto dele (sem horas de tutorial, só uma gambiarra mesmo, afinal ninguém vai ver a foto em seu tamanho máximo), o mínimo que ela iria receber é algo à sua altura. Nenhuma expectativa seria frustrada e ela seguiria sua vida bem mais feliz.

Esse exemplo enorme e didático mostra como a vida de uma pessoa boazinha é cheia de problemas e frustrações que poderiam simplesmente não existir. Portanto, mulher, NÃO SEJA BOAZINHA.

Seja educada, mas deixe que as pessoas te deem motivo para isso.

Dê bom dia, mas se seu vizinho estiver a 20 metros do portão, não precisa bancar a chofer e ficar segurando pra ele. Ele também tem mãos.

Não faça tarefas que não sabe só porque alguém pediu. Principalmente se essa pessoa não for muito próxima de você.

Não seja baba ovo. Não exagere nos elogios. Não dê tudo de si por algo que não tenha a ver consigo mesma.

Seja grossa – ou, no mínimo seca, se você for uma lady – com quem for grosso com você. Mas mantenha a educação.

(Esse conselho, minhas queridas, vale ouro. Você não consegue respeito se deixando pisar.)

Não dê a cara a tapa por quem não vale a pena. Mas brigue com unhas e dentes por quem vale.

De vez em quando é necessário ser politicamente incorreta.

Se você não é segura de si mesma, finja que é e os outros acreditarão.

Seja independente e misteriosa. Se você tem um desejo incontrolável de responder a todos, experimente falar menos. As pessoas não dão atenção a quem fala demais.

Não seja boazinha. Seja dona do seu próprio nariz e não se abale por ninguém. E lembre-se: ninguém mais pode fazer isso por você.

(Esse post também serve para os homens. Sei que vocês conseguem trocar os nomes do feminino para o masculino, então não farei isso por vocês.)

Um beijo!

Flawsome

Pare de pensar tudo o que você acha sobre si mesma. Agora. Vamos reinventar sua beleza.

Já parou pra contar quantas vezes você desejou ter alguma característica diferente (ou pior, ser outra pessoa)? “Se eu tivesse olhos azuis”, “se meu nariz fosse menor”, se, se, se. Quer dizer, até as coisas que podemos mudar – e eventualmente mudamos – não nos satisfazem. “Quando eu pintar meu cabelo vou ficar muito mais linda” e, duas semanas depois de pintá-lo lá está você, se olhando no espelho e pensando qual a mudança necessária pra ficar REALMENTE linda (porque pintar o cabelo não resolveu nada).

Não está na sua aparência. Parece clichê mas enquanto o seu foco for as fotos das redes sociais você se sentirá eventualmente um lixo. A menina tem mais curtidas que você? Pronto, seu cérebro começa a trabalhar em razões pelas quais isso acontece.

Eu acredito que o pior pesadelo da alma feminina seja a sensação de estar feia. Digo sensação porque – já li um milhão de vezes isso – o que é feio para um é lindo para outro. E o que quero que você comece a fazer hoje é encontrar – e amar – sua flawsome.

Flawsome: flaw+awesome (defeito incrível) – característica peculiar na aparência vista como defeito mas que é um traço da sua individualidade.

A individualidade é um aspecto a ser celebrado.

Espaço entre os dentes? Flawsome.
Nariz grande? Flawsome.
Gordurinha extra? Definitivamente flawsome.
Cabelo crespo? Flawsome!

 

Olhe-se no espelho. Você tem alguma característica peculiar que os outros te fizeram acreditar que fosse um defeito? Ame sua flawsome!